General faz revelação final sobre caso de espionagem de Temer contra Fachin

A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, reagiu duramente diante da informação, publicada pela revista “Veja”, de que o ministro da Corte Edson Fachin, relator da operação Lava-Jato, estaria sendo espionado pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin) a pedido do presidente Michel Temer.

Edson Fachin estaria sendo espionado pela Abin a pedido de Temer

Por meio de nota, Cármen Lúcia considerou a ação “gravíssimo crime”. Para a ministra, a suposta espionagem seria “própria de ditaduras” e deve ser penalmente apurada e os responsáveis, “exemplarmente processados”.

Segundo a reportagem a investigação da Abin, já estaria em curso há alguns dias, e teria encontrado indícios de que Fachin voou no jatinho da JBS, empenhando-se em encontrar provas para constranger o relator e pedir seu afastamento da condução do processo e, consequentemente, a anulação da delação do dono da JBS, Joesley Batista.

Revelação Final sobre caso de espionagem

Nesta última quinta-feira, 10 de agosto, na audiência realizada com o general e ministro do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência (GSI), Sérgio Etchegoyen, no Senado Federal, foi declarado sobre o caso de espionagem envolvendo o presidente #Michel Temer e o ministro relator dos processos da Operação Lava Jato [VIDEO], no Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin.

Segundo Etchegoyen, a Abin (Agência Brasileira de Investigação), não realizou nenhum tipo de operação que poderia investigar a atuação de Fachin. Em junho, a revista “Veja” publicou uma notícia enfatizando que estaria acontecendo um processo de espionagem ao relator da #Lava Jato sob o comando de Temer.

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O portal de notícia deixou bem claro que o objetivo de Temer era “bisbilhotar a vida de Edson Fachin”.

O ministro da GSI também explicou para os senadores presentes na audiência, que se acontecesse algo envolvendo a Abin, isso implicaria em uma total “falta de ética” do órgão.

Ao negar qualquer envolvimento entre a Abin, Temer e Fachin, o ministro não soube explicar o por quê da revista “Veja” enfatizar esse caso e o que a teria motivado para estampar esse tipo de acusação. Etchegoyen disse que é preciso ter provas e que a acusação é considerada grave.

Revista Veja explica caso de bisbilhotagem

Em junho deste ano, uma manchete do portal “Veja’ deixou bem claro que uma “guerra” teria sido lançada pelo Palácio do Planalto contra o relator da Lava Jato, Edson Fachin. A revista contou que um dos auxiliares de Michel Temer, que não teve o nome revelado, contou que o #Governo acionou o serviço secreto da Abin para ficar “de olho” no ministro do Supremo.

O objetivo da “bisbilhotagem” era encontrar pontos fracos ou motivos que possam fragilizar a atuação do ministro com os processos da mega Operação Lava Jato.

Após a morte de Teori Zavasck, Fachin foi nomeado para ocupar a cadeira e dar prosseguimentos com os longos e poderosos processos de investigação.

Segundo a revista, um dos “erros” de Fachin perante o governo federal, foi ter homologado o processo de delação premiada dos donos da empresa JBS, Wesley e Joesley Batista.

Michel Temer acabou “encrencado” nas delações e foi acusado de corrupção passiva, sua denúncia foi levada até a Câmara dos Deputados, mas conseguiu se livrar da análise no Supremo. A “Veja” enfatizou que a Abin já estava investigando Fachin a alguns dias e que o ministro teria viajado juntamente com os executivos da JBS.

Agora, o general e ministro da CSI declarou para todos que a acusação da revista foi feita sem provas.

Planalto repudia suspeita de espionagem

Em nota, o Palácio do Planalto negou que Temer tenha ordenado ações de inteligência contra Fachin.

Segundo o texto, divulgado pela Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República, “o governo não usa a máquina pública contra os cidadãos brasileiros”, e também nega que haja a intensão de tentar parar as investigações da Operação Lava-Jato:

“O presidente Michel Temer jamais “acionou” a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para investigar a vida do ministro do Supremo Tribunal Federal Edson Fachin, como publicado hoje pelo site da revista Veja. O governo não usa a máquina pública contra os cidadãos brasileiros, muito menos fará qualquer tipo de ação que não respeite aos estritos ditames da lei. A Abin é órgão que cumpre suas funções seguindo os princípios do Estado de Direito, sem instrumentalização e nos limites da lei que regem seus serviços. Reitera-se que não há, nem houve, em momento algum a intenção do governo de combater a Operação Lava Jato”, afirma a nota do governo.

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, também protestou contra a suposta espionagem do ministro Fachin. Para a PGR, a prática, uma vez que seja comprovada, é “inaceitável”.

– Não quero acreditar que isso tenha acontecido. Usar um órgão de inteligência do Estado de forma espúria para investigar um dos Poderes da República em plena atuação constitucional e legal, como forma de intimidação, isso sim é a institucionalidade de um Estado policial, de um Estado de exceção – disse Janot.

 

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